A SOCIOLOGIA DUAL DE ROBERTO DA MATTA: DESCOBRINDO NOSSOS MISTÉRIOS OU SISTEMATIZANDO NOSSOS AUTO-ENGANOS?
Jessé Souza
Palavras-chave
Sociologia do personalismo; Sociologia damattiana; Modernização seletiva; Dilema brasileiro; Cidadania dual.
O artigo critica os estudos que analisam a formação social brasileira segundo o paradigma teórico do personalismo, privilegiando o debate com a sociologia dual de Roberto da Matta. Sob o ponto de vista metateórico, critica a pressuposição, o mais das vezes implícita, de um conceito unilateral e indiferenciado de modernidade ocidental que torna possível a definição do Brasil como o "outro" da modernidade. Sob o ponto de vista mais propriamente teórico, critica-se a ausência de uma teoria da estratificação social que permitisse uma adequada compreensão da relação entre os valores e sua institucionalização. A segunda parte do artigo propõe uma interpretação alternativa à de Da Matta, na qual a consideração de aspectos negligenciados pela análise desse autor permitiria perceber a convivência entre atraso e modernidade, assim como a coexistência entre possibilidade de real ascensão social e marginalização que sempre caracterizaram a sociedade brasileira. O conceito alternativo proposto para a dinâmica de desenvolvimento brasileiro é o de uma "modernidade seletiva", a qual possuiria, historicamente, uma dinâmica de classe, a partir da apropriação diferencial da influência e dos valores europeus.
ver artigo completo em doc e pdf
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69092001000100003
quinta-feira, 1 de maio de 2008
domingo, 13 de abril de 2008
Antropologia do Brasil - Bibliografia
O Brasil no discurso da antropologia nacional
Mônica Thereza Soares Pechincha
Ao desmistificar crenças e argumentos largamente aceitos no mundo acadêmico, este livro faz uma releitura crítica dos cânones da antropologia brasileira, investigando o viés autoritário dos discursos hegemônicos, a partir dos quais conceitos de “cultura” são enunciados.
Alinhada com a linha dos “estudos culturais”, a autora resgata a inarredável consciência do papel político das ciências sociais, reafirmando que não se pode, em absoluto, admitir o relativismo como lugar privilegiado do escape ideológico.
Numa análise que remete a marcos importantes da antropologia brasileira, Mônica Pechincha identifica na linguagem antropológica dos estudos sobre o Brasil, sobretudo na obra de Roberto DaMatta, nítidos sotaques de conservadorismo oligárquico e de resistência ao reconhecimento real da existência e do poder do “Outro”.
Fonte: http://www.canoneeditorial.com.br/
Mônica Thereza Soares Pechincha
Ao desmistificar crenças e argumentos largamente aceitos no mundo acadêmico, este livro faz uma releitura crítica dos cânones da antropologia brasileira, investigando o viés autoritário dos discursos hegemônicos, a partir dos quais conceitos de “cultura” são enunciados.
Alinhada com a linha dos “estudos culturais”, a autora resgata a inarredável consciência do papel político das ciências sociais, reafirmando que não se pode, em absoluto, admitir o relativismo como lugar privilegiado do escape ideológico.
Numa análise que remete a marcos importantes da antropologia brasileira, Mônica Pechincha identifica na linguagem antropológica dos estudos sobre o Brasil, sobretudo na obra de Roberto DaMatta, nítidos sotaques de conservadorismo oligárquico e de resistência ao reconhecimento real da existência e do poder do “Outro”.
Fonte: http://www.canoneeditorial.com.br/
[Antropologia do Brasil] Roberto da Matta

Roberto Da Matta (antropólogo)
25/02/2007
Sociólogos, antropólogos, historiadores, economistas – é grande a galeria dos intelectuais que vêm tentando formular uma interpretação para o Brasil. Gilberto Freyre, Luiz da Câmara Cascudo, Sérgio Buarque de Holanda, só para citar alguns, empenharam-se decisivamente neste campo. E cada um foi colocando um pequeno tijolo nesta catedral que ainda está longe, muito longe de ser concluída. Entre os contemporâneos, o antropólogo Roberto DaMatta é reconhecido como um dos intelectuais que mais contribuíram para a interpretação do Brasil. No final dos anos 70, publicou o livro “Carnavais, Malandros e Heróis”, com foco na festa carnavalesca, na malandragem, no clientelismo e no autoritarismo do velho “você sabe com quem está falando?”; aspectos até então negligenciados nos estudos antropológicos. Participam da entrevista os jornalistas José Paulo Cunha, da TV Câmara, e Christian Moraes, da Secretaria de Comunicação da Câmara dos Deputados, e o historiador da Universidade de Brasília, Antônio Barbosa.
Reprodução autorizada mediante citação da TV Câmara
http://www2.camara.gov.br/internet/tv/chamadaExterna.html?link=http://www.camara.gov.br/internet/tvcamara/default.asp?selecao=PESQUISA&codVeiculo=1&assunto=Contains%28m%2E%2A%2C%27%22matta%22%27%29
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Mamãe, eu me apaixonei pelo meu informante.
Pessoas,
Divirtam-se com esse vídeo que brinca com a relação entre pesquisador - pesquisado, sobre a tal " sedução do objeto".
Rsrsrs.
É só clicar no link!
Divirtam-se com esse vídeo que brinca com a relação entre pesquisador - pesquisado, sobre a tal " sedução do objeto".
Rsrsrs.
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Links dos textos citados na aula do dia 02.04 [Etnologia indígena]
Aqui estão os links de alguns textos citados durante o Seminário do bloco de estudos sobre etnologia indígena, com ênfase no Nordeste/Ceará. É interessante dar uma olhada, pois nos ajudam a pensar sobre a antropologia em si e seus diversos temas possíveis, não apenas a questão indígena.
Fluxos, Fronteiras e Híbridos. HANNERZ, Ulf.
O Olhar etnográfico e a voz subalterna. CARVALHO, José Jorge de.
A antropologia numa era de confusão. MAYBURY-LEWIS, David.
Abraços e boa leitura!
*Caso não gostem de ler na tela [o que é bastante cansativo] ou não consigam imprimir, podem me pedir o original para xerocar.
segunda-feira, 3 de março de 2008
Entrevista com o Magnani
Pessoas,
Aqui estão os links da entrevista citada em sala de aula com José Guilherme MAGNANI, professor de Antropologia da USP e coordenador no Núcleo de Antropologia Urbana (NAU, link ao lado), no programa Sintonia da Tv Assembléia de São Paulo.
Parte 1:
http://www.youtube.com/watch?v=6Jq4Y6r98jg
Parte 2:
http://www.youtube.com/watch?v=EV-LbZa0uXc
Parte 3:
http://www.youtube.com/watch?v=7Hpsr5DTDTk
Tentei colocar o vídeo direto aqui, mas estava dando erro. Depois tento de novo.
Então,
Boa sessão da tarde!
domingo, 2 de março de 2008
Fim da Greve. Volta às Aulas. Estado de Greve.
Buenas!
Voltamos às aulas já fazem duas semanas. O blog, entretanto, demorou um pouco a retomar o fôlego. Contrariando a idéia de que no espaço virtual as coisas acontecem instântaneamente, apenas hoje surge este breve post que diz: "isto daqui ainda pulsa".
Em tempos de greve, diversos foram os caminhos tomados por nós. É, a gente nunca parou. Uma greve movimenta muita coisa fora e dentro de nós. Várias são as incertezas e as revoltas, às vezes tão pouco compartilhadas pelos sujeitos que fazem [e desfazem] esta Universidade. Temos gente cansada, angustiada, decepcionada, revoltada, confusa, desiludida, desacreditada e descrente depois de tantos meses de greves, negociações, promessas e retrocessos. Luta[va]-se por "Uma Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade", jargão tão ouvido e repetido por alguns de nós. Pode-se fazer a crítica de que, no decorrer deste processo, a greve focalizou-se apenas na obtenção de uma melhoria salarial. Melhoria essa mais do que justa, quando vemos os baixíssimos salários dos professores estaduais. Talvez seja mais assustador ainda ver que nem uma luta que "mexe com o bolso" foi capaz de mobilizar um contigente maior da 'categoria'.
O não-diálogo imposto pelo Governo Estadual também nos leva a refletir sobre a relevância que o seu representante, sr. Cid Gomes, dá à Educação. O decreto que tornou a greve ilegal e as opiniões que desacreditavam o movimento grevista contribuiu ainda mais para o aumento da confusão sobre a legitimidade do movimento.
Não participei nem acompanhei esta greve, o que me impossibilita de ter qualquer opinião mais contundente sobre o que tem acontecido.
E nós, estudantes, no meio de tudo isso? ... a crise é estrutural, patatipatá... mas confesso que fico angustiada em ver (e sentir) tanta desilusão e acomodação no corpo de gente tão jovem. E não me refiro a sair correndo com uma faixa na mão gritando qualquer coisa pelo fim do capitalismo. Mas aquele CH anda (depois de algum tempo pensando e de alguns deletes) sem brilho. Ou talvez seja eu que, em fim de carreira e com a vista cansada, não veja aquilo pulsar.
Talvez seja porque é domingo, o céu está nublado e tenha envelhecido alguns anos em poucos caracteres.
... vou correndo escutar "Apesar de você", do Seu Chico. E encher os pulmões de novo.
(...)
"...Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia..."
Para os que não viram a notícia no jornal O Povo:
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